O tradicional festival É Tudo Verdade chega na sua 22° edição e traz novidades sobre sua programação, que inclui uma retrospectiva das obras do cineasta Sergio Muniz, a adição da competição de Longas Latino-Americanos e uma retrospectiva de documentários soviéticos, para referenciar o centenário da revolução russa.

Em nota oficial, o fundador do FestivalAmir Labaki, falou sobre a edição desse ano do É Tudo Verdade, confira:

Nesta 22a edição, o É Tudo Verdade tem o privilégio de apresentar mais uma vez o melhor da nova safra brasileira e internacional, de convidar a exames do rico passado do cinema não-ficcional e discutir a cultura do documentário em nossa conferência.

Consagrados ou revelações, cineastas do real nos oferecem a arte de suas visões únicas sobre o mundo numa programação exclusiva em salas do Rio de Janeiro e de São Paulo, com itinerâncias em três outras capitais (Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre). Além das projeções e debates, como sempre com entrada franca, será possível revisitar marcos contemporâneos pela internet e conhecer as novas fronteiras desbravadas com o registro pela primeira vez em Realidade Virtual de índios no Xingu. Outro desafio fundamental, o da formação do público jovem, pauta um novo projeto com estudantes em São Paulo e Rio.

Ao mirar o futuro, é crucial melhor conhecer o passado. A retrospectiva internacional deste ano lança luz sobre um capítulo ainda desconhecido da história do documentário, com um balanço da produção soviética. No centenário das revoluções russas de 1917, um ciclo inédito apresenta títulos raros, para além de clássicos como “O Homem da Câmera” (1929) e “A Queda da Dinastia Románov” (1927), vindos de arquivos na Rússia e na Áustria.

Por sua vez, a retrospectiva brasileira celebra a obra de Sérgio Muniz, um dos renovadores da produção nacional desde antes de seu essencial engajamento na “Caravana Farkas”, além de um dos principais mediadores de nossa relação com a moderna produção latino-americana. Nada mais oportuno do que a instituição neste ano de um prêmio específico para os longas-metragens da América Latina. Há quem acredite em coincidências.

Em nome da equipe do festival, cumpre agradecer à fidelidade de nossos patrocinadores, BNDES, Oi, Itaú, Petrobras, Sabesp e Spcine/Prefeitura Municipal de São Paulo, essenciais para a estabilidade deste que já é o mais antigo evento anual dedicado exclusivamente a documentários na América Latina, no mais das vezes  viabilizados graças a mecanismos inestimáveis de incentivo como a Lei Rouanet, gerida pelo Ministério da Cultura, e o PROAC, do governo do Estado de São Paulo.  Nossa gratidão infinita também aos diretores, produtores e técnicos que nos confiaram a estreia brasileira de suas novas produções, tanto dos títulos selecionados quanto do número recorde de obras inscritas em todas as categorias.

A todos, e a cada um dos espectadores, desejo um emocionante festival!

22º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários acontece entre os dias 19 e 30 de abril no Rio de Janeiro e em São Paulo, que terão filmes diferentes em suas aberturas.

No Rio, o filme que abrirá o Festival será o longa “Eu, Meu Pai e os Cariocas – 70 Anos de Música no Brasil“, primeiro filme dirigido pela atriz Lúcia Veríssimo. Enquanto a abertura do Festival em São Paulo será com o filme “Cidade de Fantasmas“, de Matthew Heineman.

Todas as sessão do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários serão gratuitas.

Confira aqui a seleção oficial do Festival.