Chegamos em 2018 e, com o início de mais um novo ano, começam as expectativas do que esperar no cinema ao longo dos próximos 12 meses. Mas também é época de relembrar o que mais marcou no ano passado, rememorar os filmes que se destacaram e elaborar as famosas listas de melhores e piores.

Nesta lista, apresento os 10 melhores filmes brasileiros que entraram em circuito comercial. Uma tarefa complicada, ainda mais num ano que tivemos ótimos filmes brasileiros chegando às salas de cinemas, num ano onde mais produções ganharam distribuição e, assim, encontraram os seus públicos em todo o país.

Após elaborar a lista dos melhores do ano, me dei conta de que, das 10 produções escolhidas, as 6 primeiras são documentários, o que, mais um vez, nos mostra a força do cinema documental brasileiro. Mas, além dos filmes selecionados, também tivemos ótimos documentários que chegaram aos cinemas e que precisam ser mencionados, como “Divinas Divas“, de Leandra Leal; “Pitanga“, de Beto Brant e Camila Pitanga; e “Estopô Balaio“, de Cristiano Burlan.

O cinema ficcional também veio com ótimos filmes, que encantaram o público e a crítica, como os longas “O Filme da Minha Vida“, de Selton Mello; “Gabriel e a Montanha“, de Fellipe Gamarano Barbosa; “Bingo: O Rei das Manhãs“, de Daniel Rezende; e “Antes o Tempo Não Acabava“, de Fábio Baldo Sérgio Andrade.

Menções honrosas à parte, é hora de listar os 10 melhores filmes brasileiros que entraram em circuito comercial em 2017:

P.S.: Clique no título dos filmes para serem redirecionados às suas respectivas críticas.

10 – Joaquim (2017), de Marcelo Gomes


Sinopse: O filme conta a vida de Tiradentes antes do desabrochar de sua consciência política, quando cruzava estradas lamacentas de Minas Gerais como alferes do Regimento de Cavalaria.

09 – As duas Irenes (2017), de Fabio Meira

SinopseIrene, de 13 anos, vem de uma família tradicional. Um dia, ela descobre que seu pai mantém uma segunda família e tem outra filha, com exatamente a mesma idade dela, também chamada Irene. As duas meninas se tornam amigas, e Irene reproduz a vida dupla de seu pai em um jogo de segredos e mentiras.

08 – Corpo Elétrico (2017), de Marcelo Caetano

SinopseElias é um rapaz vindo do interior que trabalha em uma confecção feminina na cidade de São Paulo. Ele é assistente da estilista Diana, mas seu grande sonho é ter uma marca própria em que possa expressar seus desejos. Aos poucos, cria vínculos de amizade com três funcionários da confecção – Carla, Wellington e Fernando – que o incentivam a lutar cada vez mais pelo seu sonho. Nos tempos de descanso, eles exploram a noite da cidade, driblando a solidão e buscando inspiração no caos e na alegria ao redor. Corpo Elétrico é um filme sobre a passagem da juventude para a fase adulta, dos sonhos distantes para a luta por um lugar no mundo.

07 – Como Nossos Pais (2017), de Laís Bodanzky

SinopseRosa se cobra por ter que dar conta de todas as suas obrigações, mas descobre que não consegue e também que a vida é cheia de surpresas, principalmente, as vindas de sua própria mãe.

06 – Jonas e o Circo sem Lona (2015), de Paula Gomes

SinopseNo fundo de seu quintal, numa casa na periferia de Salvador, Jonas, de 13 anos, mantém um pequeno circo. Ele, que vem de uma família circense, é quem treina seus amigos para apresentar-se num espetáculo, cobrando ingressos baratos das crianças que moram ali por perto. Quando as aulas começam, no entanto, os colegas o abandonam. É cada vez mais difícil para Jonas sustentar seu sonho de pé, especialmente porque sua mãe e sua avó insistem que agora ele também tem que estudar. Ao mesmo tempo, a própria explosão de sua adolescência lhe coloca outros desafios e escolhas.

05 – Um Filme de Cinema (2015), de Walter Carvalho

SinopseUm cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba é o cenário inicial de um filme sobre o cinema, que viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas – Ruy Guerra, Julio Bressane, Ken Loach, Andrzej Wajda, Karim Ainouz, José Padilha, Hector Babenco, Vilmos Zsigmond, Béla Tarr, Gus Van Sant, Jia Zhangke e outros. Todos respondem a duas perguntas básicas: por que fazem cinema e para que serve a sétima arte, expondo suas ideias sobre tempo, narrativa, ritmo, luz, movimento, sentido da tragédia, os desejos do público e as fronteiras com outras artes.

04 – No Intenso Agora (2017), de João Moreira Salles

SinopseDocumentário que reúne imagens de momentos intensos na China, França, Tchecoslováquia e Brasil da década de 1960, foi escrito e dirigido por João Moreira Salles e estreia mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2017. O filme apresenta registros da revolta estudantil francesa, da invasão da Tchecoslováquia, o enterro dos mortos em 1968 em Paris, Lyon, Praga e Rio de Janeiro, e da Grande Revolução Cultural Proletária. Narrado em primeira pessoa, o documentário busca uma reflexão sobre as imagens históricas apresentadas, ao levantar discussões sobre quem faz as filmagens, como faz e as razões para isso. Além disso, também evidencia as diferenças entre os registros e discute o que os arquivos revelam aos espectadores.

03 – Martírio (2016), de Vincent Carelli

SinopseO retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

02 – Era o Hotel Cambridge (2016), de Eliane Caffé

SinopseO filme nos mostra a situação incomum dos desabrigados e refugiados que se espremem em um prédio abandonado no centro de São Paulo, no Brasil. A tensão diária causada pela ameaça de despejo revela os dramas, as alegrias e os diferentes pontos de vista dos invasores.

01 – Mais do que Eu Possa Me Reconhecer (2015), de Allan Ribeiro

SinopseUma solidão de oitocentos metros quadrados, em que o espelho já não lhe basta. Um artista plástico descobre na videoarte uma companheira inseparável. Darel não gosta de fazer cinema!

A equipe da Revista Spiral Online deseja à todos vocês um 2018 repleto de ótimas experiências cinematográficas. E não deixem também de comentar os seus filmes brasileiros favoritos de 2017!

Foto de capa: “Mais do que Eu Possa Me Reconhecer”.