O Janela Internacional de Cinema do Recife chegou ao fim no último domingo (12). Durante dez dias, o festival abrigou uma intensa programação com sessões de mais de cem curtas e longas, lançamento de livros, Mostra L.A. Rebellion, Aula de Cinema Janela-Petrobras e reuniões do Janela Crítica.

Para o encerramento, que ocorreu no domingo, às 12h, foi realizada a cerimônia de premiação na Casa Cultural Villa Ritinha, no bairro da Soledade (Centro do Recife).

Na competição de longas, o prêmio principal foi para “Jovem Mulher” (França/Bélgica, 2017), longa de estreia da jovem diretora francesa Léonor Serraille. Com roteiro assinado também por Serraille, o filme ganhou este ano o prêmio Camera d’Or na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.

O longa “Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze, levou na categoria de melhor montagem pelo júri oficial do Janela. O filme do diretor georgiano também foi o grande escolhido pelo Prêmio Júri Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), troféu em sua primeira edição no Janela. O corpo de jurados da Abraccine no festival foi formado pela professora e pesquisadora da UFPE Ângela Prysthon, pelo jornalista Breno Pessoa, o crítico do site Adoro Cinema Bruno Carmelo, a pesquisadora e crítica Carol Almeida e do crítico e curador Pedro Azevedo.

Ainda entre os longas, “As Boas Maneiras” (Brasil/França), de Juliana Rojas e Marco Dutra, foi laureado na categoria de melhor imagem e recebe o Prêmio Mistika de 20 mil reais.

Veja a lista completa de filmes premiados na décima edição do Janela Internacional de Cinema de Recife:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:

Melhor Longa: “Jovem Mulher” (França/Bélgica), de Léonor Serraille

Melhor Montagem: “Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze

Melhor Som: “A Fábrica de Nada” (Portugal), de Pedro Pinho

Melhor Imagem: “As Boas Maneiras” (Brasil/França), de Juliana Rojas e Marco Dutra

Menção Especial: “Baronesa’ (Brasil), de Juliana Antunes

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL:

Melhor curta internacional: “La Bouche” (França), de Camilo Restrepo

Melhor Imagem: “Pussy” (Polônia), de Renata Gasiorowska

Melhor Som: “Impossible figures and other stories II” (Polônia), de Marta Pajek

Melhor Montagem: “Borderhole”(México/Estados Unidos/Colômbia), de Amber Bemak e Nadia Granados

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM NACIONAL:

Melhor curta nacional: “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva

Melhor imagem: “Travessia” (BA), de Safira Moreira

Melhor montagem: “Pele suja, minha carne” (RJ), de Bruno Ribeiro

Melhor Som: “Nada” (MG), de Gabriel Martins

Menção Honrosa/Especial do Júri: “Nada” (MG), de Gabriel Martins

Menção Honrosa (Pelo fim da Cordialidade): “Experimentando o vermelho em dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO JANELA CRÍTICA:

Melhor curta nacional: “Travessia” (BA), de Safira Moreira

Melhor curta internacional:  “La Bouche” (França), de Camilo Restrepo

Melhor Longa: “Era uma vez Brasília” (DF), de Adirley Queirós

Menção Honrosa:  “Pele suja, minha carne” (RJ), de Bruno Ribeiro

PRÊMIO ABD (Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas de Pernambuco – ABD/PE):

“Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva

Menção Honrosa: “Travessia” (BA), de Safira Moreira

PRÊMIO OFERECIDO PELO PORTOMÍDIA (120h de estúdio para finalização de imagem e/ou som concedido para o melhor filme pernambucano do festival):

“O Olho e o Espírito” (PE), de Amanda Beça

PRÊMIO CANAL BRASIL:

“Experimentando o vermelho em dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO FEPEC (Federação Pernambucana de Cineclubes)

Melhor Filme para Reflexão: “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva

Menção Honrosa: “Experimentando o vermelho em dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO JÚRI ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)

“Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze

PRÊMIO JOÃO SAMPAIO PARA FILMES FINÍSSIMOS QUE CELEBRAM A VIDA

“66 Cinemas” (Alemanha), de Philipp Hartmann.